Rádio e Podcast
Para quem leu minha primeira crônica aqui, contei que este blog nasceu de um sonho de um programa de rádio - vários na verdade - que virou um sonho de um podcast, que virou este blog de crônicas que ainda está tomando forma. Bem, hoje li um artigo no UOL que fala exatamente sobre rádio e podcasts. O foco do artigo é discutir o porquê que ouvimos rádio e podcasts, cada vez mais.
De certa forma, o artigo me fez sentido explicando as razões que fazem com que tenhamos essa paixão, se me permitem, por rádio e, mais atualmente por podcasts. Numa das partes do artigo que me chamou especialmente a atenção, o autor fala sobre o sentimento afetivo que o som produz. O artigo detalha razões biológicas desde antes nascermos que explica esta direta ligação do sentido da audição com a sensação de afeto e conforto. Achei interessante o autor falar que o som estimula o corpo também.
Fala-se também no artigo do contraste que o som traz contra a atual poluição visual a que somos submetidos, com várias mídias e telas nos atacando o tempo todo, o que faz com que o som puro nos descansa de uma fadiga visual. Além disso há a grande vantagem de se poder ouvir rádio (ou podcast) enquanto se faz outras atividades. Quando pedalo, por exemplo, como fiz há uma hora, sempre escuto podcasts. Tive que concordar, que ao pedalar, na maioria das vezes em lugares quase isolados, aquela voz presente em meu ouvido, me faz companhia, me faz refletir, e me inspira.
Também acabei divagando na diferença entre o áudio e o visual. O segundo mais explícito, o primeiro mais imaginativo, deixando espaço a ser preenchido. O primeiro estimula a mente mais do que o corpo, e o segundo possivelmente o contrário. O áudio mais feminino e o visual mais masculino, em vários sentidos. O estereótipo masculino se estimula pelo que vê, enquanto o feminino se estimula pelo som, pelas palavras, pelo espaço deixado para ser preenchido pela ouvinte.
Para completar o texto de hoje, trago notícias de uma Minneapolis se aproximando de sua estação deslumbrante. Do momento do ano que se tempera com a nostalgia do calor que vai-se indo, uma quase tristeza em se saber que calor novamente só provavelmente em abril ou maio, se dermos sorte, mas que, como prêmio nos traz uma estação inexplicavelmente linda. Em breve lhes enviarei fotos das margens do Mississippi que ficam num colorido inimaginável. Hoje enquanto pedalava já pude notar várias árvores trocando seus verdes por amarelas, laranjas, vermelhos vivos, vermelhos rosados, e a infinidade de cores só está começando. Por dentro dessas árvores, a produção de xarope acontece quieta e segue até fevereiro ou março, quando começa a ser extraído.
Para você que me ouve ao me ler, imagine o que não lhe mostro, o que a árvore também não nos mostra. O colorido se transformando em açúcar.
Agradeço por ter-me lido.

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